Confraternização Universal: uma visão conscienciológica

Por Jota Alves  – jceppjp@gmail.com

No dia 01 de janeiro comemorou-se a Confraternização Universal. Muito embora, a data nos remeta a algo mais do que um simples feriado ou o reiniciar de um novo ano conforme nosso calendário, a maioria das pessoas não reflete sobre sua importância e, no afã da inconsciência, animalizam-se mais do que devem através dos vários ópios. Numa análise conscienciológica, busco afunilar essa data extrapolando sua importância e visão a despeito do simplista paradigma materialista.

Nós, consciências, não somos seres cósmicos, galácticos, somente, mas seres multidimensionais nos multiuniversos. Nossas energias conscienciais ultrapassam quaisquer limites e viajam nesse pluriuniverso desconhecido com várias dimensões, levando nossos grafopensenes1 antes mesmo de chegarmos lá. Nossos melhores sentimentos, pensamentos e energias devem ser cultivados diariamente na prática; de modo que o cosmos possa através do sinergismo de suas forças nos sintonizar na perspectiva de  modificarmos de maneira consciente nossos hábitos e vícios cultivados aqui nessa terra, nesse grão de areia. Impossível realizarmos uma Confraternização Universal enquanto não fizermos nem o abc do preservar nosso habitat e de conhecermos a nós mesmos. Entre todas as espécies, somos a única que destrói seu ambiente natural, produz lixo artificial, mata sem ter fome, devasta seu principal mantenedor ─ o O2, contamina sua segunda fonte de alimento ─ o H2O, e invade os outros planetas com a ignorância do seu saber por considerar que só existe uma forma de vida (a sua) nesse minúsculo universo. Conquistamos o espaço galáctico a cada dia à proporção que nos distanciamos da nossa natureza inata – a consciência lúcida paraperceptiva. Nossa Confraternização Universal circunscreve ao nosso umbigo dentro de um paradigma materialista-capitalista-consumista. Milhares de humanos, animais iguais a nós, jazem à miséria da fome, o pior mal do século XXI, e não temos a solidariedade de nos compadecermos; não temos a compaixão de dividirmos o alimento, apesar de jogarmos no lixo todos os dias toneladas de sobras das nossas mesas. Essa Confraternização Universal termina assim: sobras e mais sobras de alimentos jogados ao lixo, quando não um ato de bulimia irracional em que a circunferência abdominal subjuga os neurônios à morte.

Para nos confraternizarmos empaticamente faz-se necessário sairmos do encapsulamento no qual estamos inseridos de um sistema egoístico, primitivo, competitivo e animalesco, que é nossa verdadeira identidade primitiva ainda. Deixemos que a consciência desperte. Adquiramos lucidez para que possamos desfrutar do ser humano adormecido e escondido no atavismo das nossas emoções instintivas, das amnésias autocorruptoras. Numa cadeia solidária possamos acordar uns aos outros com exemplos diários de humanidade e aí, sim, realizarmos uma verdadeira Confraternização Universal com neurônios multiplicados pelo discernimento, cabeça erguida à frente, sobre o pescoço, olhar no horizonte no contrafluxo da competição, sentimentos compartilhados na cooperação de um mundo onde não haja fome, miséria, violência, inveja ou se por acaso ainda existam, que termine em nós, pelas nossas ações.

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1Grafopensene: O grafopensene (grafo + pen + sen + ene) é a “assinatura pensênica da consciência humana ou intrafísica” (VIEIRA, 2003, p. 1458).

 

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Última atualização: 05/02/2013

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